Nessa parte da página, dediquei a elucidar de maneira resumida e sequencial as etapas para a montagem do barco, com as minhas experiências e empirismos. Seguem informações adicionais sobre características do projeto, assim como posts e reflexões sobre vela, cultura, filosofia e construção naval.

1. Escolha

A escolha do projeto é o primeiro passo. Uma boa escolha que seja compatível com suas necessidades, expectativas e ajustes à realidade. (leia mais sobre a escolha do projeto no post sobre as escolhas!)

2. Cavernas/cavernames/costelas

Faça o gabarito para construção das cavernas e estruturas que serão a forma do barco. Existem opções digitais, impressas, CNC, ou a clássica manual de conectar as coordenas e abcissas vide tabela abaixo.

Deve-se correlacionar as medidas e construir as bases que formarão toda estrutura do barco.

Encontre um profissional hábil para inspecionar as cavernas, eu achei a Aneli pra me acompanhar nessa construção.

3. Berço

A montagem do berço é algo bem simples. Fiz reforçado pra ter mais força entre as ligações, já que são 5,5m de extensão. Construí com resto de estruturas de palets e tábuas de pinus de 20cm cortadas ao meio.

4. Alinhamento de cavernas

Tarefa bronca. Ideal fazer de 2 ou mais pessoas. Alinhas as cavernas e colocá-las na linha de água e centralizadas para das início a etapa de longarinas!

5. Longarinas e strings

Hora de grudar a popa a proa. A longarina debaixo do casco, e central, em três camadas de tábuas, duas internas e 1 externa. Depois vir com as “strings”cordas, longarinas longitudinais e laterais que unem os “chines”ou arestas dos encontros entre os contraplacados do casco. Formas as edges, bordas.

6. Contraplacado/Compensado naval

Cobrir toda a estrutura de longarina, no meu caso usei parafusos, para unir o compensado a estrutura, dado que o construtor/desenhista/projetista Wojtek Kasprzak indica manter apenas costelas 1,3 e 9. Acredito que sejam possíveis diversas outras combinações!

7. Rejunte com Epoxi + pó de madeira

Aqui vamos nós…Depois de um tempo sem atualizar essa sessão aqui! … Bem… Essa é uma fase bem laboriosa, mas não tanto quanto o porvir. Laminar, lixar, e preparar o casco para pintura, é uma outra missão. O rejunte de epóxi com pó de serra dá plasticidade aos cantos, e permite arredondar as faixar grotescas que por vezes se geram com o encontro do contraplacado.

8. Laminação Epóxi + Fibra de Vidro

Aqui é o segredo da coisa. Faça bem feito. Com calma, espalhe bem, não deixe bolhas. Usei pincel, mas tem gente que usa rolo. Depois de lixar bem e limpar bem, espalhar os tecidos. No meu caso não grampiei nem nada,  tecido aderiu bem ao compensado que fora previamente espalhar. Espalhem bem o tecido, preparem, e depois venham com a resina. Devagar, espalhando bem, tentando não deixar bolhas, uniformizando as áreas. Foram 3 camadas…acredito que seja muito difícil de entrar água nesse danado.

9. Pintura do Casco

Lixa, primer, lixa, massa pu, lixa, primer pu, massa, lixa, primer pu, Tinta pu, lixa, massa, lixa, Tinta pU…Um dos processos mais cansativos da construção, mas realmente é o que dá mais forma ainda a todo o processo. Extremamente recompensador.

“Esta versão foi criada para uma “classe” muito específica e precisa. Ele foi projetado para duas pessoas que planejam viagens longas. Comparado à versão básica, as linhas teóricas foram alteradas para aumentar o deslocamento e a bravura. Uma das suposições era dar à tripulação a chance de “descansar” de ficarem juntos constantemente.  Há também uma versão do casco com um cockpit clássico. O grande deslocamento do casco resulta da necessidade de conter provisões e água. Aparelhamento superior, estada dupla e bastidor. Quilha flutuante em chapa de aço de 2-3 mm com estrutura nervurada. Existem passos no leme para facilitar a entrada da água. A estrutura, de maneira semelhante a toda a família de SZTRANDEKS, baseia-se na junção dos painéis de revestimento nas longarinas.” Fonte: http://www.geneboat.cba.pl/s495dr/sztrandr.html